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Continuando a série de documentos de época

Abaixo mais um documento, um recorte do Jornal "O Liberal" e um samba do Tá Feio na única vez em que ousou desfilar organizadamente:

 



Escrito por Rato às 09h39
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Estamos agora no carnaval de 2009, completando 30 anos de Carnaval e irreverência, a data correta ainda é uma incognita, mas o que realmente interessa é a existência(resistência) do Tá Feio então anexo abaixo algumas fotos, recortes de jornal da época e outros para (re)lembrar as façanhas extraordinárias de um bloco carnavalesco que chegou a idade Balzaquiana com enorme sarcasmo e alegria, vamos curtir mais um carnaval...

 



Escrito por Rato às 09h01
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Bispo: o nome de uma praia

Bem, faz bastante tempo atrás (umas cinco ou seis décadas, por aí assim), pró­ximo à praia localizada entre Areão e Praia Grande, no Mosqueiro [1], passaram a residir ali alguns religiosos da congregação dos maristas. Até hoje ainda fazem retiros espirituais naquela propriedade, que é imensa, bela e arborizada. Alguns religiosos tinham o hábito de, esporadicamente, fazer passeios naquela tímida enseada. Inclusive, a juventude, em sua imensa maioria, desconhece o fato de que o Círio de Nossa Senhora do Ó (padroeira dos mosqueirenses), em tempos agora remotos, saía da propriedade desses religiosos e seguia pela Beira-Mar, Rua Nossa Senhora do Ó, até a Praça Cipriano santos, onde se localiza, até hoje, a Igreja de Nossa Senhora do Ó, destino lógico da imagem da Virgem.

É, das praias da Ilha, a que mais ostenta seculares e enegrecidas rochas, que, segundo quem professa fé afro-brasileira, emitem bons fluidos para a prática de rituais do candomblé, por exemplo. É lamacenta, pedregosa e dominada por verdejantes capinzais, refúgios de hostis arraias, que aterrorizam os banhistas. Essa praia apresenta algumas peculiaridades, como um extenso muro de arrimo ─ o mais antigo do balneário ─, a impressionante verdura dos vegetais das falésias, onde, um pouco próximo, ficam as imensas pedras Rei (a maior) e Rainha (a menor). Alguns moradores mais antigos da Ilha dizem que os nomes das legendárias pedras foram dados em homenagem ao imperador e à imperatriz(Pedro II e Teresa Cristina). Outra curiosidade é que, "dizque", se uma maré alta de março cobrir a enorme Pedra Rei, é sinal de que o mundo se acabará.

Na outra extremidade da praia fica a Ilha de São Pedro, onde existia uma monumental imagem do Santo Pescador. No centro, as escadarias duplas (à direita e à esquerda), com três lances de degraus ladeados por pilastras, com pracinha com caramanchão (derrubado, para uma reforma jamais concretizada) e um velho e inativo canhão, além da extremamente exótica arquitetura germânica da mansão Canto do Sabiá.

Naqueles tempos quase imemoriais, contam, um dos religiosos, um tanto introvertido, solitário e esquisito, costumeiramente fazia passeios ao crepúsculo ali naquela praia, bem na beira, mesmo que fosse na vazante, quando as águas recuam por uma linha de, mais ou menos, uns duzentos metros. Para pescadores, ou quaisquer outras pessoas que por ali passavam, aquilo parecia-lhes sombrio e sinistro. Ficavam assombrados com aquele vulto negro a passear da Ilha de São Pedro às pedras Rei e Rainha. Segundo dizem, um clima desconfortante e constrangedor tomava conta deles.

Foi aí que em certa tardinha, em recuada época ─ quem sabe lá por uns vinte ou trinta anos após a morte do padre esquisitão ─, uma moça chamada Clarinha, que trabalhava em uma casa de família em frente à praia, como empregada doméstica, foi recolher a roupa do varal. Era de noitinha, já, o tal lusco-fusco, a chegada do claro-escuro confuso da hora da Ave-Maria. E foi aí que aconteceu: Clarinha, ao divisar no escuro uma estranha silhueta, ficou atônita, como que narcotizada, a ponto de um torpor enregelar-lhe corpo e mente. Apavorada, vislumbra uma aterradora aparição. Parecia flutuar. Era enorme, vestia como que uma batina, com chapelão típico de um clérigo. Ele foi passando, passando... e ela, estupefata, congelada, imóvel. Só minutos depois pôde recobrar o controle sobre si. Então, a história/estória se espalhou. Muita gente comentava. Talvezprincipalmente em vista de não ser a moça a primeira a relatar essa aparição. Só que o estado em que ela se achava no momento, ao tentar contar para a patroa o "causo", concorria para dar veracidade ao seu relato.

De lá para cá, muitos afirmam ter deparado nas horas mortas com o sinistro clérigo. Daí, de padre a bispo, foi um pulo. E, com o passar das décadas, em vez de bispo, o que se passou a ver foi um bispo sem cabeça, mais apavorante, portanto.

Assim, a bela e melancólica enseada entre as praias do Areão e Praia Grande passou a ser conhecida como Praia do Bispo, ou, simplesmente, Bispo. "Vou lá na Praia do Bispo!" Ou : "Vou lá no Bispo!" ─ É o que dizem hoje os moradores do Mosqueiro.

(Este texto foi adaptado por nós a partir deconversa informal com três pessoas, a quem somos extremamente gratos: Joana Maria de Vasconcelos Rodrigues, Wolney de Vasconcelos Dias e Clarice Cabral Bahia.)

 


[1] Mosqueiro é balneário e distrito de Belém, capital do Pará. É uma ilha banhada por três baías, com mais de 18 km de extensão de praias, em total de 21 delas, cada qual mais exótica, principalmente pelo fato de que apresentam ondas, mesmo tendo águas doces.

 

Alcir de Vasconcelos Alvarez Rodrigues

Nasceu em 1968. Tem graduação em Letras, Língua Portuguesa, Especialização em Língua Portuguesa e Análise Literária. No momento estuda Mestrado em Estudos Literários, pela UFPA. Artista plástico por hobby, gosta de escrever contos, crônicas, poemas e ensaios de natureza vária, principalmente ligados à literatura... Mora numa ilha chamada Mosqueiro, com muitas praias banhadas por um rio-mar com ondas, ondas de águas doces...

 



Escrito por Rato às 11h24
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  Depois divulgaremos a data de escolha do samba-de-enredo. No momento, como estou meio bêbado, não lembro... Porém, como me ficou esta responsa de digitar estes textos (abaixo os dois pré- sambas, Caralho!), e divulgá-los entre tafeienses, estou tentando fazê-lo por meio deste e-mail. É necessário, portanto, longo debruçamento reflexivo para analisá-los... para discussão grupal, claro! Outros textos surgirão, no entanto, como todos sabemos... aguardaremos seus surgimentos... de última hora...

   Obrigado. Saravá!

   Excelente 2009 para todos/todas...

   Adeus, Simbamba (ou será Cimbamba?)! Que o carnaval no Inferno seja melhor do que este aqui, com muito mais cachaça... Caralho!

          Alcir

 

+ um samba, Caralho!?

 

Tudo que é bom

Logo se acaba (morre)

Por que tem que ser assim?

Tem gente pisando em gente

E a gente sem saber se é ruim

 

Tem "preto" pisado na rua

Pra garantir a reeleição

Médico 24h,

Só na televisão

A covardia da gente

É perceber a situação

 

Queremos a reposição

São quatro anos de enganação

Quero comprar meu terreno

Iniciar a construção

Se depender de médico

Não podemos nos queixar

Se for oftalmologista

Já tem o Duciomar

 

Agente vem (de novo)

A gente engole

Obedece quem é otário

Quem não é

Vai pra casa do Caralho

 

Antigos combatentes

Hoje são vassalos

Impera a fofoca

Quem mandou acreditar

Sem saber de onde

Diz que ouviu o galo cantar

 

Que situação!

Não adianta vir

Onde já se viu? Quanta potoca!

Agência que já foi séria

Hoje é lócus de fofoca

Remédio que é bom se tem

Mas se quiser (Ivan)silina

É só ir agendar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tá Feio 2009: Sto. Antônio, S. João, S. Pedro e S. Marçal... Dentre estes... o PHODEROSO

 

Junho é festa

é quadrilha, é pássaro e bumbá;

bolo de macaxeira, mingau

de milho e fubá,

é quadra joanina

pra todo mundo se encachaçar.

 

Tem santo o mês inteiro:

Antônio é santo casamenteiro;

João, o fogueteiro;

Pedro, dia especial:

tem mastro, porrada, cachaça...

Todo mundo atrás do pau.

Para terminar a quadra,

coisa mais sem graça,

tem São Marçal.

 

Quando parece que acabou,

chega julho, é férias:

sol, praia, cerveja e mulher...

É mês do Phoderoso.

Viva São Caralho!

Nosso Santo Milagroso:

nos momentos mais difíceis,

de dívida e dor,

numa topada, no futebol,

no Empata's Bar é garçom...

Até numa chifrada

seu santo nome é mencionado

Ô Caralho!

E aí nem precisa ter religião,

todo mundo é contemplado.

 

(Estribilho)

 

Tá Feio é festa, é santo, é Carnaval,

é santo phoderoso com phoder

sem igual.

 

Esse santo é de todos,

sem discriminação:

para ter sua bênção,

não precisa ter religião.

 

 



Escrito por Rato às 09h53
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Pós-carnaval

O carnaval já passou, e como dizem muitos, o ano finalmente vai começar. Temos ainda muita conversa pós-carnaval, para desfiar, nosso bloco irreverente e mosqueirense da gema, fez na avenida o que esperavamos, empolgou e animou muitos brincantes, a despeito de todas as ameaças e intimidações da (des)Administradora Distrital, Glorinha, a malvada, entre outros..., fizemos o mais alegre bloco de carnaval de rua da terça-feira gorda com quase dois mil brincantes nos acompanhando, abaixo algumas fotos para ilustrar o descrito acima, e para provar o que nosso bloco sempre se dispor a fazer: mesmo em períodos de festa e descontração como é no período de carnaval, temos que ter consciência política.

Tivemos uma inserção muito grande de brincantes de outras agemiações carnavalescas, como da querida escola de samba "Peles Vermelha"

Tudo é alegria em nosso bloco, para espantar a malvadeza que atualmente impera em nossa ilha!

Nossa Rainha da Bateria (Varguinhas) acompanhada de nosso Primo Custódio. Como uma imagem vale tanto ou mais que mil palavras ai estão para provar que nosso bloco resitiu e continuará a resistir enquanto insistirem em não ser democráticos com o desejos dos moradores e admiradores deste ilha!!



Escrito por Rato às 11h28
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O QUE MOSQUEIRO FEZ DE ERRADO?

Por: Colaboradores da cultura mosqueirense.

 

Há quatro anos a Ilha de Mosqueiro vem sofrendo vários golpes proferidos principalmente pelo poder público, leia-se Prefeitura Municipal de Belém, através da Agência Distrital de Mosqueiro. Saúde, educação, moradia, esporte e lazer, são elementos imprescindíveis para que o ser humano tenha uma vida de fato, e não apenas sobrevida. Isto é, queremos que nós mosqueirenses vivamos, aproveitando tudo o que se pode aproveitar da vida e não somente sobrevivamos, lutando unicamente por alimento e habitação para sustar o corpo. Como bem evidencia a canção dos Titãs  “... a gente não quer só comer/ a gente quer comer e quer fazer amor/ a gente quer dinheiro e felicidade/ a gente quer inteiro e não pela metade (...)”

Infelizmente, na ilha que chegou a ser do amor, hoje se vivem momentos de tristeza e lamentação. Vamos citar alguns exemplos: quando a atual agente distrital assumiu, de imediato cortou dos salários dos trabalhadores da Agência (nossa prefeitura do distrito) auxílios como o de transporte e outras gratificações, reduzindo a remuneração dessas pessoas ao salário mínimo (ou diria ínfimo). Um dos resultados: desaquecimento no comércio, redução de renda também para quem é dono de tabernas e mercados.

Preocupamo-nos em saber qual a noção que o governo Duciomar Costa tem sobre saúde pública quando permite o corte da verba para a compra de camisinhas alegando que são supérfluas? Lembremos de anos anteriores quando os postos de saúde as distribuíam. A quantidade efetiva que chega aos postos hoje, nem se compara à de outrora. Medicina preventiva é gasto supérfluo?

Questionamo-nos ainda o motivo pelo qual os alunos da rede municipal de ensino procuram agora a rede estadual ou então a privada? Parece que investimento em educação também é desnecessário.

O esgotamento sanitário, por ironia escorreu pelo ralo. Não funciona. Mas a culpa é da administração passada. Pois a atual se exime de qualquer problema, até por que não consegue nem mapeá-los. Resolvê-los então..?

 O Brasil é o país onde as leis são cumpridas. A constituição vale para todos. Nossas regras são impessoais, aplicadas sem levar em conta escolaridade, renda, raça, cor, credo etc. É assim mesmo? Claro que não. Mas em Belém, particularmente falando, em Mosqueiro, o código de postura do município tem que ser respeitado para que sirvamos de exemplo para o Brasil inteiro: casas de famílias e barracas de praia foram destruídas e / ou demolidas. Engraçado: o poder público não cumpre seus deveres não garante habitação, saúde, lazer etc. a todos, mas cobra da população o seguimento à risca de uma postura municipal pautada numa realidade do espaço, que não leva em consideração as particularidades. Tirou-se o sustento de famílias quando as barracas de praia foram destruídas. A leitura (prática) que se faz da tal lei que se usou para cometer tal atrocidade: no município de Belém, no Distrito de Mosqueiro, é proibido trabalhar para dar o que comer, vestir, ler, aos seus filhos.

Começamos o texto falando da necessidade de viver, tendo contato direto com cultura, esporte e lazer. Entretanto, os três ícones para a nossa administração são sinônimos de vagabundagem. O que pensar de quem manda queimar livros? O que falar de quem destrói quadra de esporte para se construir uma garagem, ou ainda destruir uma arena para se colocar no lugar um matagal propenso à proliferação de cobras e mosquitos (como fizeram com arena que ficava no final da Tv Pratiquara, esquina com a Rua Veiga Cabral). Tais fatos nos remetem ao início da colonização européia no Novo Mundo: ETNOCÍDIO. ETNOCÍDIO. Assassinato indiscriminado da cultura. E isso se reforça quando pensamos diretamente nas manifestações culturais de Mosqueiro. No que se transformou a AGRUFEM (Associação dos Grupos Folclóricos de Mosqueiro)? A subvenção que existia para a quadra junina há anos deixou de ser repassada para os grupos.

 E o carnaval? Chegamos no ponto nevrálgico. Querem mesmo matar nossas tradições.

Uma receita para acabar com o carnaval (e qualquer outra manifestação cultural): adicione uma agente distrital tal qual a “malvadeza”, depois coloque um delegado bigodudo, para temperar um padre católico. Aí é só deixar eles conversarem por alguns minutos e está pronto. Você preparou a mistura exata da burrice, ignorância e todos os outros adjetivos depreciativos que você possa listar.

O nosso bom samaritano, padre da paróquia de Mosqueiro não gosta dos blocos de rua, pois passam na frente de sua igreja justamente na hora em que ele está propalando seus sermões (de divina sabedoria!). Só que mesmo que os arrastões aconteçam antes ou depois da missa ele não concorda. Esquece que para ter as suas sagradas doações os seus fiéis precisam trabalhar, e muitos deles tiram lucro do passeio dos blocos, pois vendem latinhas de cerveja, vinhos. Isto é, há geração de renda durante os poucos dias que ocorrem os arrastões. O padre então é contra o ganho honesto do dinheiro dos trabalhadores que acompanham Os Piratas, Os Peles Vermelha, A Estação, a UNISAM etc.

A (in)segurança pública, nossas polícias civil e militar, em vez de realizarem o que é nada mais e nada menos do que o seu ofício, preferem mancomunar-se com o poder público e com juízes de direito para impedir que a tradição do povo seja colocada nas ruas. Décadas de carnaval mosqueirense estão sendo perdidas porque tais senhores não querem fazer o seu serviço: garantir a segurança sem reprimir. A prevenção de crimes não mora na proibição do carnaval, ou de qualquer outra mostra cultural. Os jogos de futebol geram muita violência, mas até hoje não foram proibidos e nem devem ser, pois também há o seu lado benéfico como a geração de emprego e renda, lazer e por aí. Agora há sim o que deve ser coibido e não é. O tráfico promove morte, compra de armas, violência, não arrecada impostos, desvirtua crianças, causa os piores resultados que se possam imaginar. Porém a polícia, em Mosqueiro, prefere ficar passeando em seus carros e motos, ou então proibindo a diversão de pessoas de bem no carnaval, do que atacar o que deve realmente ser atacado.

Menciona-se ainda outro ponto interessante: não cabe ao poder executivo criar as leis deste país. Nossos legisladores são vereadores, deputados e senadores e não delegados de polícia, e não agentes distritais e não são juízes os responsáveis pela legislação. Diga-se de passagem, o trabalho do juiz de direito é julgar se as leis estão sendo cumpridas ou não. Seu serviço nada tem a ver com a invenção de leis proibitivas e infundadas.

Na sexta feira (18 de janeiro de 2008) a “prefeita” de Mosqueiro chamou os dirigentes do Bloco Carnavalesco Ta Feio, de 28 anos de tradição na Ilha, para supostamente entregar-lhes a verba subvencionada pelo poder municipal. No entanto, ao chegar lá os dirigentes foram surpreendidos com uma tentativa de intimidação, pois nossa agente (ou inerte?) os avisou que já tinha contatado o poder judicial contra o bloco. Para quem tem memória curta, ou não tem as devidas informações, memoramos o seguinte: a anistia política que revogou o Ato Institucional número 5 foi decretada em 1979, em 1985, deixou a Presidência da República o último presidente militar João Figueiredo, e em 1988 foi promulgada a Constituição do Brasil do Estado de direito que garante a liberdade de expressão.

Quem não se lembra daquele samba que compara o Brasil a um bar, que chama o plano cruzado de piada e escancara a crítica contra a situação desastrosa que se encontrava o Brasil ao final da ditadura militar. Sem retroceder muitos anos, os próprios “Titãs”, que já serviram para o início da construção desta tese, há pouco chamaram nossos políticos de FILHA DA PUTA, BANDIDO, CORRUPTO, LADRÃO, explicitando a problemática do mensalão e do caixa dois de campanha. Será que o poder público chamou os compositores das canções para intimidá-los? Será que respondem algum processo por dizerem a verdade, por gozarem sua LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

Para àquelas pessoas que não entendem o sentido da cultura popular, fiquem atentas, pois um de seus principais intuitos é transformar. E Mosqueiro precisa de transformação urgente.

Sobre a inquisição do título, dentre vários desencontros, podemos citar um importantíssimo: Mosqueiro errou ao passo que deixou as “autoridades” comandarem a nossa bucólica de acordo com os seus interesses particulares. Contudo, apresentamos a queixa e agora vamos lutar no sentido sim de transformar essa realidade da repressão, da ignorância. Vamos construir juntos um Mosqueiro reluzente, não por seus defeitos, mas por suas vitórias. E o passo seguinte é mostrar que não vão conseguir calar a voz da tradição popular no carnaval da Ilha.



Escrito por Rato às 20h17
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